sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Diário de Bordo 14/11/2008

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Finalmente consegui uma folguinha no curso de redes para escrever o diário e manter o contato com vcs. Aí vai a frase do dia:

O pior do imigrante brasileiro é o imigrante brasileiro. (Blog q eu encontrei na net de um imigrante brasileiro na Noruega)

Segundo o carinha aí de cima, existem 2 tipos de imigrante brasileiro: Aquele que cria um mini Brasil no local onde ele está e odeia o lugar em q vive. E aquele que só saber falar mal do Brasil e os brasileiros.

Conheci alguns imigrantes brasileiros aqui, e parece q a regra se confirma.


Há alguns finais de semana atrás foi Halloween. Gente, foi muito bom. As pessoas se fantasiam todas, altas fantasias muito legais e vão para a rua M de Georgetown desfilar. Como disse um amigo meu de Sampa, que estava aqui de férias, é um carnaval, sem música. Mas eu não tive tempo de conferir esse babado em Georgetown. Fui a umas festinhas e depois fui dançar. Imaginem a boate cheia de gente fantasiada. E as Drags, sempre muito criativas, tinha fantasias maravilhosas. Mas a que eu fiquei de olho foi a de Jogador de Futebol Americano (UAU).


Vcs assistiram Blindness? Bom né. Passou em circuito comercial aqui. No cinema, uma garota puxou assunto conosco. Ela disse que adora filme de terror tipo Jogos Mortais, por isso ela foi assitir Blindness. Coitada, queria saber qual foi a impressão dela no final do filme. Hahahahaha.


Comecei a fazer uma cadeira de Java. Foi um curso expresso. Fiz pq me matriculei antes de começar as aulas de redes. Foi pura loucura. Quase pirei. Mas o mais legal do curso de Java foi a turma de Red necks que tinha na sala de aula. Pra quem não sabe, Red Necks são os caipiras daqui. Tudo aprendendo Java. Aff. Mas no meio deles tinha uma vovozinha tb estudando Java. Achei aquilo ótimo. Fui me aproximar de dela. Descobri que ela programa em Fortran desde a década de 50. Ela me disse que qdo estava fazendo o mestrado dela algumas pessoas falavam desse tal de Java e ela jamais imaginaria que essa onda fosse pegar. Ela disse que agora q ela começou num emprego novo (Gente, emprego novo, imagina) ela tinha q aprender esse Java.

Disse mais: Disse que as coisas mudaram muito. Na época um computador ficava numa sala refrigerada e ocupava a sala inteira, hoje cabe no seu bolso (Oh, Cabral!).

Disse a ela que sentia falta dos meus amigos. Ela falou pra eu procurar um grupo de jovens da igreja pra fazer amizade, This is so 50's.


Por falar em amizade, a sensação que temos aqui é que as pessoas só procuram as outras se rolar algum interesse por trás, ou educacional, profissional, financeiro ou até sexual (Qdo se trata de amizade com brasileiros parece que esse prevalece entre os americanos, existe um tal fetiche por Brasileiros).


Domingo fui a uma festinha da comunidade de brasileiros daqui de DC. Ia rolar num ape na Virgínia. Conheci uma galera legal e divertida. A festinha tinha 50% de brasileiro. O organizador era um chinês, esses cheneses gostam duma farra hein Mig, e o resto era americano, leia o parágrafo acima e vc vai entender pq tinha tantos.

Lá conheci um americano que se formou em Letras Português em Georgetown, universidade super tradicional daqui, tipo Harvard. Conversamos bastante e já pedi que me levasse pra conhecer a Universidade de Georgetown.

Essa história eu deixo pra outro dia.


Abraço,


Einstein.

P.S: Como os comentários diminuiram eu vou responder individualmente.

2 comentários:

Allegra Fortuna disse...

Eu estou transformando o seu blog em livro...rsrsrsrsr.....
Aprendi a diferenciar o imigrante brasileiro quando passei as férias prolonagadas em Nice - França. O que mais ouvia era que eu deveria ficar por lá, não voltar mais para casa. Até conseguiram uma pessoa que fizesse meus papéis e assim ficar legal. Mas como boa garota criada em Copacabana, cheguei a conclusão que prefiro contar meus tustões em real. O que sempre respondia as pessoas era, que aqui eu era madame/doutora e que naquelas terras francesas, seria o que? Achei divertido trabalhar como garçonete, passando roupa e cuidando de criança, mas transformar aquilo em estilo de vida não dava. O que mais acho engraçado dos brasileiros que resolvem imigrar é que com poucas ou raríssimas exceções, são todos uns ferrados, passam por humilações atrás de humilações, mas quando vem de férias após 10.000 anos, juram que estão com a vida maravilhosa...são todos ricos ou bem de vida e etc...e tal...Não faço este estilo, parabenizo quem tem coragem para aceitar as humilações...uns roubando os outros.....quem está melhor, humilando o outro que está em nivel mais baixo.....acho que isso acontece em qualquer tipo de imigração, não só a de brasileiros.
Sobre o java, não sabia que precisávamos de um curso interiro para usá-lo, só uso o que baixa para usarmos o teclado virtual do banco do brasil e outros sites que obrigam....rsrsrsrsrsrs...
Halloween...devem ser fantásticas as fetas e as fanatsias, vs. se fantasiaram? Igreja realmente é um lugar onde pode-se conhecer algumas pessoas legais e dali expandir, mas também as amizades partem de um interesse, mesmo que seja furar uma fila....
Fortran é aquele programa que se fazia e depois furava as cartelas???!!!! Acho que aprendi isso na faculdade.....Não vi Blindess, estou tão atrasada com os filmes que não consegui nem ver Mama Mia.....Até o final dessas férias prolongadas e escolares v. vai encontrar boas pessoas que ficaram para sempre na vida. Beijocas mil aos 2.

Unknown disse...

Hey Einstein,

Não veio o Blog do Noruegues falando dos brasileiros. Ah, e quanto a velhinha no seu curso eu fiquei surpreso quando entrei no avião pra ir para os Estados Unidos e a chefe da comissaria era uma senhora de uns 50 e poucos anos, inclusive era a única que falava português. Imagina você entrar num avião aqui no Brasil e encontrar uma comissária de 50 anos.

Hugs,