segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Diário de Bordo 06/10/2008

Frase do dia: Aqui é um cagando na cabeça do outro.

Depois de aprender a almoçar em 45 minutos, consegui ir mais adiante. Ficar sem jantar.

A aula, como disse no diário anterior, começa às 18 e termina às 22. No primeiro dia o professor queria saber da turma se precisávamos de intervalo, ou se dávamos conta de ficar assistindo aula pelas 4 horas seguidas. A turma disse que podia tocar o barco sem intervalo. Horas depois uma das duas mulheres da sala disse que precisava fumar um cigarro (foi a primeira vez que agradeci a existência dos fumantes). Aí sim poderia comer uma barrinha até vir a resposta dele:Tudo bem! Então cinco minutos de intervalo. Aí, vcs podem aproveitar pra fazer contato com seus colegas, de repente tem uma posição pra vc lá.

E agora? O q fazer? Comer uma barrinha ou fazer contato? Q dilema!

Tomaram a decisão por mim. Um cara veio puxar papo comigo. Era um paquistanês. eu não tinha referência alguma do Paquistão,tirando o caçador de pipas, q tb não é uma boa referência. Ou seja, o papo morreu. Mas o bom é q ele me ofereceu uma carona até a estação do metrô. Achei aquilo tudo muito estranho. Mas recusei pois tinha ido de carro. Mas iria aceitar em breve o convite. Pois a facul é longe pacas daqui de casa e o metrô não vai até lá.

Acabaram os 5 minutos e toma-lhe mais conteúdo e mais duas horas com meu estômago pedindo comida.

Na outra aula decidi ir de metrô pra ver como seria. Puta! Q viagem. Uma hora dentro do metrô depois tive que esperar pelo ônibus, minha primeira experiência. Mas já tinha o caso do Tom para me basear e não passar tanto aperto. Fiquei lá na parada fazendo cara de quem já tinha feito aquilo várias vezes. Separei as moedinhas pra não precisar pedir pro mendigo, e esperei. O ônibus parou e uma muvuca subiu, o ônibus lotado, acho q a maioria já conhece essa cena. Ônibus lotado, criança chorando, uma família carregando as compras do mês, sacolas de supermercado espalhadas pelo assoalho, ônibus parando de cinco em cinco minutos... Acho q essa é uma coisa que não muda muito de país pra país.

Mais meia hora, consegui chegar todo amassado. Ah! Ainda tive q caminhar 15 minutos, então consegui chegar amassado e suado. Até tive que tomar uma Coca pra agüentar (Coisa muito rara pra mim) A aula foi novamente como a descrição acima, a diferença é que tivemos uma prova das 100 páginas que tivemos que ler de uma aula pra outra. Na volta peguei a carona com o colega do Paquistão. Conheci os outros paquistaneses da turma e proto, Tô enturmado. Durante a aula fiz umas contas e vi que ia faltar grana pro metro. Maldita Coca! Sai da aula e fui de novo na máquinas de doce e de refri ver se tinha alguma moedinha por ali. Achei um papelão por ali e fiquei passando por baixo das máquinas. Cara! O chão estava nojento, todo grudando (Limpeza não é o forte por aqui, tudo é meio encardidinho). Mas dei sorte. Achei $0.35.

Na volta o coitado do paquistanês teve que dar tanta volta pra me deixar que fiquei sem-graça e desisti dessa estratégia.

Cheguei no metrô e vi que mesmo com os $0.35 que arranjei ainda ia faltar 0.10 pra passagem. Tive que contar com a caridade alheia e no primeiro cara que pedi consegui a grana que precisava.

Depois de uma longa jornada consegui chegar em casa pra nunca mais ir pra aquela disgrace de busu.


Lilian,

Calma, eu vou chegar lá.


Karine.

Me conta as novas da greve.


Dani,

Valeu pelas palavras de incentivo. Acho q eu superei. Não esquece de me convidar. Faço questão. Qdo ele volta do Haiti?


Carlos,

Que bom q vc conseguiu comprar o notebook. Naquele dia os notebooks não estavam com o preço legal. Teve problemas na alfândega? Qual a marca? Qual a velocidade do processador?


Ana,

Nossa! Vc descreveu exatamente o que eu estava passando. Acho q vc deveria fazer psicologia. Vc é boa mesmo nisso. Kkkkk.

Um comentário:

Allegra Fortuna disse...

We back....rsrsrsrs
Por que estas almoçando em 45 minutos, acho que perdi esta parte....Quanto ao pequeno intervalo v. tem que ser mais geminiano ou guloso, não sei bem porque faço, mas eu iria conversar com os colegas comendo minha barrinha...Ta vendo: os fumantes são importantes para o mundo girar....e não esquecendo do cafezinho.....Quanto à distância os portugueses estão melhores... o metrô vai até os campus da universidade de Lisboa e tem umas 3 ou 4 linhas que passam em todos os prédios....neste ponto fiquei melhor por lá...aproveite a diversidade que pode acontecer e aaprender sobre os paises, não fique com vergonha de perguntar, eles também não conhecem o Brasil, quando se fala algo diferente de carnaval , Copacabana e mulatas semi nuas e os que vem de países mais religiosos então nem isso sabem. Que coisa o mundo é todo igual, muvuca no ônibus é importante, só resta saber se o rexona é ou não vencido...rsrsrs...por acaso em DC tem os tokens, moedas já compradas ou cartão de ônibus? afinal aí é 1º mundo. Em lugar nenhum deve-se sair com dinheiro contado e o cartão do banco para emergências...Não pega a mania dos americanos de pegar moedas das máquinas, eles vão dizer que´é coisa de subdesenvolvidos(embora eles se acham os reis do desenvolvimento. Amanhã escrevo sobre a blog de hoje...mas é brabeira a coisa de ler páginas e páginas tentando imaginar o que vai cair.....Beijocas aos 2